Escolas estaduais de 56 cidades terão prevenção à violência contra mulheres
Programa Não se Cale Vai à Escola levará delegadas a unidades de ensino para orientar estudantes e educadores sobre sinais de abuso, proteção e canais de denúncia.

O Governo de São Paulo iniciou a primeira etapa do Não se Cale Vai à Escola, ação voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas na rede estadual de ensino.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Políticas para a Mulher, em parceria com a Secretaria da Educação e a Secretaria da Segurança Pública. Nesta fase, delegadas de polícia irão a escolas de 56 municípios paulistas para conversar com estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e servidores.
Ao todo, serão realizadas 168 ações presenciais, com encontros em três escolas de cada município. As atividades vão abordar temas como Lei Maria da Penha, formas de violência contra a mulher, sinais de alerta, mecanismos de proteção, rede de apoio e canais de denúncia.
Os municípios foram escolhidos com base em dados da Secretaria da Segurança Pública sobre regiões com maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher.
Entre as cidades contempladas estão Guarulhos, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes, Carapicuíba, Taboão da Serra, Jundiaí, Santos, Praia Grande, Sorocaba, Ribeirão Preto, Bauru, Marília, Presidente Prudente, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Piracicaba.
A ação tem duração prevista de 24 meses e integra o movimento SP Por Todas, que reúne políticas públicas de proteção, saúde e autonomia das mulheres no Estado.
Além das palestras presenciais, o protocolo prevê formação online para profissionais da educação. A capacitação deve orientar equipes escolares sobre identificação de sinais de violência, escuta qualificada, fluxos institucionais e encaminhamento seguro para a rede de proteção.
Nas escolas, a proposta é ampliar a capacidade de acolhimento e orientação, especialmente em situações nas quais estudantes convivem com violência doméstica, abuso, ameaça, perseguição, controle psicológico ou outras formas de violação de direitos.
Serviço ao leitor: em caso de emergência ou agressão em andamento, acione a Polícia Militar pelo 190. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181. O telefone 180 orienta mulheres em situação de violência. Estudantes, familiares e educadores também podem procurar a direção da escola, o Conselho Tutelar, uma Delegacia de Defesa da Mulher ou a rede municipal de assistência social.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
Protocolo Não se Cale vai à Escola leva para a rede estadual de ensino os princípios do Protocolo Não se Cale, já adotado em bares e restaurantes
